A Revolução da Mobilidade

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A essência da nova mutação social tem um nome: mobilidade. O essencial agora é poder estar “sempre ligado” em qualquer lugar. Com isso, o que se pode observar é que a revolução real na computação sem fio não é apenas comercial ou tecnológica, mas também social. Conectadas a todo momento e em qualquer lugar, as pessoas podem comunicar e cooperar de novas maneiras.

Integrando Grupos

Hoje, em todo canto do mundo, os serviços de dados para dispositivos móveis tornaram-se uma plataforma importante não apenas para receber ou enviar conteúdos em áudio e vídeo, mas sobretudo para a interação de grupos. À comunicação por voz e texto, que já nos era familiar no início dos anos 2000, vem se juntar o envio de imagens e vídeos como parte habitual das trocas de mensagens entre indivíduos e grupos de usuários de aparelhos portáteis. E não podemos esquecer dos jogos para multi-usuários via celulares, algo que também vem se notabilizando entre usuários no Brasil.

Reorganizando as dinâmicas sociais
O essencial agora é poder estar “sempre ligado” em qualquer lugar.
A revolução da mobilidade já havia sido anunciada por Howard Rheingold, em seu livro Smart Mobs, de 2002. Como um primeiro aspecto, cabe lembrar que enquanto o universo dos desktops suscitava questões sobre a precariedade das relações presenciais entre os seres humanos, os dispositivos móveis começaram a propor que o virtual seria um meio poderoso para promover encontros reais. Isso já era um fato em relação aos telefones fixos, que permitiram às pessoas ampliar consideravelmente seus encontros presenciais. Hoje, após tantos eventos coletivos, políticos e artísticos disparados pelo uso em rede dos celulares, não há mais dúvidas sobre seu potencial de reorganização da dinâmica dos movimentos sociais.

Dando voz a todos

Como segundo aspecto, destaca-se a próxima evolução desses aparelhos, que já incorporam os recursos de GPS, possibilitando assim uma gama de usos que associa a comunicação com o georeferenciamento. É preciso assinalar, igualmente, que já temos muito clara a distinção entre celulares convencionais e smartphones. Todos os dispositivos móveis serão inteligentes.  Note-se que a ubiquidade proporcionada por esses aparelhos abriu um campo, ainda sem fronteiras nítidas, de veiculação de informações e entretenimento de toda espécie. Tanto do ponto de vista da urgência (obter informações em qualquer lugar e a qualquer momento), quanto do ponto de vista da ocupação do tempo ocioso (assistir um filme, jogar em rede ou sozinho), os smartphones apresentam-se como uma tecnologia que reúne várias mídias num só aparelho (telefone, internet, televisão, console de games, recursos de desktop).

A internet das coisas

Isso aponta para uma evolução já prevista no final do século XX: a inteligência dos chips deve se disseminar por todos os tipos de aparelhos à nossa volta, e todos devem muito em breve se interconectar através de redes sem fio.

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